2010-02-02

ClaustrUM

Cenas do próximo capítulo
Já chegou o convite deste ano do reitor para a "sessão solene comemorativa do XXXVI aniversário da Universidade do Minho" e apercebo-me dum facto inescapável e deveras curioso: enquanto for vivo, serei sempre mais velho do que a Universidade do Minho. Áparte esta singela constatação, este ano fiquei na dúvida e olhei para a tira de papel mais esperançadamente. Tanto assim foi que fiquei tentado a comparecer, equipado a rigor, numa demonstração de comunhão solene, sabe-se lá com o quê. Receio, contudo, que a cerimónia possa ser palco de mais uma cena do espectáculo "contrato de confiança", aquele mesmo que tem encenadores conhecidos.

Sugestão para melhoria do ensino/aprendizagem
Recordo que todos os anos, em sede de distribuição de verbas (chamar-lhe orçamento seria um atentado) pela "estrutura" (também não me ocorre melhor termo), o reitor atribuía uma verba para a "qualidade do ensino/aprendizagem", verba essa supostamente sujeita a concurso interno para os melhores "projectos". Apesar de se desconhecer como se processava essa avaliação e do essencial dessa verba ir sempre parar à mesma "capelinha", este blogue não se inibe de também ele fazer uma proposta de melhoria do tal "ensino/aprendizagem", modesta no investimento, mas significativa no retorno: dotar os complexos pedagógicos de relógios com quartzo, daqueles que andam garantidamente acertados e não lhes acontece o que já aqui se relatou. Era bom para o ensino/aprendizagem.

Uma tensão positiva
O que me parece interessante na discussão em torno da personalidade a cooptar para o Conselho de Escola da minha escola é a tensão existente - tensão positiva, aliás - entre, por um lado, pessoas com maior popularidade, embora sem proximidade (tanto afectiva como fisíca) à instituição, mas ainda assim com outras qualidades, e, por outro lado, pessoas provavelmente menos colunáveis, quiçá desconhecidas para alguns, mas ainda assim com as mesmas qualidades ou superiores e com obra realizada na proximidade fisíca e afectiva da instituição. Devo aqui dizer que, em teoria, não rejeito nenhum dos dois modelos, embora prefira o segundo.

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